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Banda Gilgamesh lança álbum Point Of No Return
Com um pé na aldeia e outro no planeta, a banda curitibana Gilgamesh se apresenta em álbum de estreia equilibrado entre composições originais e referências certeiras.

Point of no Return está disponível em cd, múltiplas plataformas digitais e até em videogame!
Acordes punk; melodias do pós-punk. Paredes de guitarra repletas de surf music e do rock alternativo das ultimas três décadas. Baixo e bateria sincronizados em peso e velocidade medidos. Letras que falam sobre o que é urgente hoje (da tragédia ambiental à letargia do mundo superconectado) e o que sempre foi: o amor, o isolamento, a vida em cinza. Crescer e envelhecer.

É dessa mistura que a banda Gilgamesh ergueu as faixas do álbum Point Of No Return, primeiro trabalho gravado do quarteto que está disponível desde 2015 em diversas plataformas digitais e chega agora em formato cd.

Formada em 2013, a Gilgamesh é Bernardo Costa (B.MC ²) nos vocais, Rafael “Reverendo Pig” Bolda na guitarra, Uriel Segall no baixo e guitarras-base e Alexandre Magrão na bateria. Nas nove faixas e três interlúdios que compõem o álbum, a banda mostra já na primeira mão ímpeto para ir à mesa final.

Com o pé fincado na tradição roqueira de Curitiba, mas com o olho atento ao que é relevante agora na música, Gilgamesh vai direto ao ponto em pouco menos de meia hora de rock. “Acreditamos no renascimento da música de Curitiba. Queremos catalisar essa produção local com parceiros e comparsas musicais para estampar a sonoridade da capital paranaense no mundo inteiro”, projeta Bernardo.

O som do Gilgamesh mescla as referências que formaram o ideário musical dos integrantes à composições originais, a um só tempo, simples na forma e contundentes na mensagem. O repertório é rock nervoso, de primeira. Para se ouvir dirigindo numa estrada deserta. O álbum está sendo distribuído nos principais formatos digitais disponíveis com boa repercussão. A versão em cd é a primeira de uma série de novidades que a banda programa para a temporada 2015/16. “Nossa estratégia sempre foi distribuir o material em todas as plataformas digitais possíveis, para encurtar as distancias entre o som e quem quiser curti-lo”, explica Bernardo. “Isso explica a opção de cantarmos em inglês e lançar o álbum em todos os meios digitais. A ideia é fazer a música chegar ao máximo de pessoas no mundo todo”, completa. “Esta versão em disco, no entanto, imprime coesão ao trabalho de composição e do processo de gravação”, conclui o vocalista.

Parcerias no Dropbox

Todas as nove faixas foram compostas pela banda toda, com mais ou menos participação, dentro de um esquema de “parceria remota”, desenvolvido por Pig e Bernardo.“Eu faço uma melodia ou um riff, gravo em casa e mando pelo dropbox. O Bernardo faz a mesma coisa com as letras”, explica Pig. Foi assim que a banda foi construindo o seu repertório na medida de uma música por mês desde junho de 2013. Além das nove músicas que compõem o álbum, o Gilgamesh já prepara outras nove para um segundo disco que deve sair em 2016. “A coisa foi ganhando corpo assim. Meio na insistência. a gente achou este formato. [Compor] junto nunca deu muito certo”, reconhece o guitarrista.

É também através do compartilhamento digital que as músicas ganham peso com os arranjos de guitarra base e baixo de Uriel Segall. “Eu ouço umas tantas vezes e construo a linha de baixo em cima. Eu tenho que dar a minha identidade ao som”, afirma o baixista. O choque final que dá “alma” e faz a música ficar de pé é a velocidade da bateria punk de Alexandre Magrão, um dos principais instrumentistas de Curitiba nas ultimas duas décadas (ex-integrante de bandas importantes como Os Sarnentos e Sick Sick Sinners).

No Estúdio 

Point Of No Return foi todo gravado estúdio Audio Clickworks, produzidas por Paulo Bueno, veterano da cena pop e do rock curitibana. Neste mesmo estúdio foram gravados alguns dos álbuns mais elogiados criados em Curitiba nos últimos anos como Rock Brasil do Motorocker e Rasura do ruído/mm. “Plasticamente os conseguimos os timbres que estávamos procurando quando escolhemos o Audio Clickworks. Pudemos experimentar com pedais, caixas, overdubs e etc e tal. O som cresceu muito e foi um exercício muito interessante de criação”, afirma Bernardo. “Gravamos a música que queríamos e estamos distribuindo também da forma que achamos ideal. Agora vamos trabalhar o álbum. Estamos de olho em festivais de música independente e locais que tenham conexão com o nosso som. Prontos para chegarmos onde nossa música puder nos levar”, avisa o vocalista.

Formação

Reunida em 2013, a formação do Gilgamesh é um segundo ciclo na carreira dos músicos.

Bernardo, Pig, Magrão e Uriel fizeram parte da Bagacera; banda que misturava punk, metal e rap e causou tanto furor, quanto teve vida efêmera no agitado cenário underground curitibano da virada da década de 1990 para os anos 2000. Na mesma época, Alexandre Magrão era o baterista da banda punk Os Sarnentos. No final da década passada, o músico integrou o trio psychobilly Sick Sick Sinners, uma das maiores bandas do gênero em todo o mundo. Com o “SSS”, Magrão gravou discos e excursionou por Europa, Estados Unidos, América do Sul e Austrália em festivais e casas psycho.

Videogame

Point Of no Return também foi lançado no inusitado formato de videogame. A banda criou e deixa a disposição dos fãs para download gratuito o jogo multiplataforma “A Jornada do Gilgamesh”.

Inspirado em jogos clássicos como Alex Kid in Miracle World e Super Mario Bros, o game traz o herói Gilgamesh derrotando inimigos, superando obstáculos eao som de rock’ n roll. Cada fase tem uma faixa da banda como música tema. Em diferentes níveis de dificuldade o game funciona em tablets, celulares e computadores. “É uma experiência nova de disseminar música em meios diferente. A gente flagra que cada vez mais a bilionária indústria dos games esta  de olho no rock”, observa Bernardo.

Quem foi Gilgamesh?

Gilgamesh é o personagem da primeira obra-prima da literatura mundial, o poema épico conhecido como “A epopeia de Gilgamesh”. O texto é o mais famoso exemplar da escrita cuneiforme produzida pelos sumérios por volta do ano 3500 AC. Os Sumérios habitavam a região das bacias dos rios Tigres e Eufrates, (atual Iraque) considerada pela maior parte dos historiadores como o berço da civilização por terem desenvolvido a escrita, literatura, álgebra e geometria. O poema destaca a batalha de Gilgamesh, rei da cidade suméria de Uruk por volta de 2700 AC conta seu arquirrival, o tirano Akka.

A origem do nome, aliás, deu origem a um fenômeno curioso. “Nós temos trabalhado muito nas redes sociais e temos observado alguns fenômenos que muita gente da região do Iraque tem ouvindo o som e interagindo com os conteúdos. Não apenas do Iraque, mas de outros países do Oriente Médio e do Japão”, diverte-se Bernardo.

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